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Humanismo & Congressos Elvis Fernandes em 28 Jul 2008

XII Congresso - Sessão de narrativas

A sessão de narrativas do XII congresso foi fantástica: ao mesmo tempo em que as pessoas aprenderam muito e se emocionaram em igual proporção, também se divertiram bastante. Além das narrativas inscritas previamente no site do congresso, houveram outras histórias que foram contadas espontaneamente, que vieram à mente dos participantes durante o evento. Foi uma experiência enriquecedora para todos.

Entre tantas histórias reais, ouvimos também uma poesia de Edinaldo Torres, que foi lida pelo Edson Freitas, estudante de medicina que participou do congresso. A poesia narra a história de uma paciente “matuta”, como o autor a descreve, que é atendida por um médico muito conceituado. Com um enredo engraçado, o autor mostra que para que o médico possa entender seus pacientes não é necessário somente a técnica, mas ele tem que ser um médico HUMANO.

Esta é a poesia que o Edson nos enviou:

A consulta da matuta com o doutor da capital
Autor: Edinaldo Torres

Como tudo anda difícil
E o desemprego é geral
O doutor da capital
Veio para o interior
Antes de chegar aqui
Muito bem se preparou
Também se especializou
Fez residência e mestrado
Tem título de doutorado
De tanto que estudou.

Nascido lá em São Paulo
Também estudou por lá
Nunca veio passear
Em cidades do nordeste
Conhece todo o sudeste
América, França, e Japão
Fala inglês com correção
E um português perfeito
Só nunca falou de direito
Com o matuto do sertão.

Um dia no consultório
A secretária anunciou
Sua paciente chegou
Já posso mandar entrar?
O nome dela é Josefa
Tem setenta e cinco anos
E veio fazendo planos
De sair daqui curada
Com receita detalhada
Pra todos seus desenganos.

Bom dia dona Josefa
Se antecipa o doutor
Eu estou a seu dispor,
Querendo impressionar!
Eu sei que vou lhe curar
Pois sou muito preparado
Não tenha nenhum cuidado
Que vou lhe deixar sarada
Disposta e recuperada
Com o remédio acertado.

Adeus, diz dona josefa
De modo muito singelo
Com um sorriso amarelo
E um tanto desconcertada
Pois ao falar com o doutor
O matuto fica pequeno
E a voz já sai trendo
Por falta de experiência
Precisa ter paciência
Para acabar se entendendo.

E então dona Josefa
Precisamos conversar
Sou doutor, vou ajudar
A resolver seu problema
Fazer algumas perguntas
Faz parte do meu sistema
Pra consulta concluir
E eu tratar a amiga
É preciso que me diga
O que é que lhe troxe aqui?

Eu sai lá da caeira
Onde fica minha roça
Fui andando de carroça
Inté chegá na rajada
Dispois vim cum vitorino
Do posto de gasolina
Chegando em Petrolina
Lá na cohab eu fiquei
Finalmente aqui cheguei
Num oimbu de Joalina.

A senhora não entendeu
O que eu quis lhe perguntar
Diz o doutor a falar
Com muita perseverância
Procurando outra instância
Usando de paciência
E com muita inteligência
Calmo a raciocinar
Passou a lhe perguntar
Qual é a sua doença?

Mas doutor se eu soubesse
Responder esta sentença
Juro pela providença
Num vinha me consultar
Eu paguei particular
Pra mode falar c’ocê
E o senhor quer saber
Qual é a minha doença?
Tenha santa paciença
O amigo estudô pra quê?

Tenha calma dona Josefa
É só um mal entendido
Pois tudo que eu lhe digo
O sentido é diferente
E devagarinho a gente
Vai tentando se acertar
Mas pra consultar alguém
Esse alguém tem que dizer
E eu preciso saber
O que a senhora tem?

Tenho uma vaca amojada
Um lindo pai de terrêro
Dez galinha no pulero
Qui todo dia põe ovo
Pra sustentar o meu povo
Um vaso chei de fejão
Cinco quarta de arrois
Batata, farinha e mie
Pois sustentei os meu fie
Pensando bem no depois.

O doutor respirou fundo
Passou a mão no cabelo
Mas como ele tinha zelo
E amor à profissão
Foi retomando a conversa
Falando muito sem pressa
E ainda sorridente
Me diga dona Josefa
Só o que me interessa
É o que a senhora sente?

Doutor o que eu sinto mermo
É vontade de ir embora
Qui já faiz bem mea hora
Qui entrei pra me consultar
E o senhor a perguntar
Só coisa de fofoquêro
E de mim num quis saber
Os incômudo qui eu sinto
Que eu tenho muito, num minto
Alguns eu vou lhe dizer.

Eu tenho um rejeto inchado
Na passarinha um repuxo
Uma gastura no buxo
Desarranjo, féu virado
Dá um farnizim do lado
Do osso do mucumbu
Eu dou muito passamento
Pra caminhar eu arquejo
E num posso cumê quejo
Qui saio sortando vento.

Mas vou consultar cum belo
Que mora em maiadera
Curandero de mão chea
E entende o que a gente fala
Já vou sair dessa sala
Que é chagada a minha hora
Foi andando sem demora
Abriu a porta e saiu
Pra o doutor ainda sorriu
Deu adeus e foi embora.

Sem acreditar naquilo
O médico ficou parado
Pensativo ali sentado
Rabiscando num papel
Não é só título que conta
Por tudo que viu passar
Pro matuto consultar
Ele precisa entender
Tem muito que aprender
Com a cultura popular.

Humanismo & Fitness Administrador em 23 Mai 2008

Residente da SOBRAMFA conclui o programa com Fellowship na Espanha

Para concluir o FITNESS, programa de treinamento em Medicina de Família, a Dra. Ariane Castro fez um estágio na Espanha, na Unidade de Cuidados Paliativos de San Camilo. Leia a seguir o report feito por ela.


O que eu gostaria mesmo era transferir pra vocês todas as imagens e sentimentos que tenho registrado na minha memória. Essas não estão nas fotos, mas são as mais emocionantes. Por mais que eu escreva e mostre imagens, nunca vou conseguir representar / transcrever essa experiência tão difícil e rica que tive em Tres Cantos – Madrid.

Muito obrigada a todos da SOBRAMFA por agüentarem as pontas a fim de me proporcionar essa oportunidade, especialmente ao professor Pablo que teve a brilhante idéia de me mandar para lá.

Rotina Médica

Dr. Eliaz e Dr. Pablo - Espanha - Dr. Eliaz e Dr. Pablo - Espanha
Acompanhei mais de perto a rotina do Pablo (o da direita), médico e professor humanista de uma sensibilidade que poucas vezes vi em um homem médico. Elias (esquerda), diretor clínico da unidade de Cuidados Paliativos de San Camilo, também atende pacientes além de promover aulas e cursos na Espanha e fora do país. (Veio ao Brasil algumas vezes para encontros científicos sobre Cuidados Paliativos promovidos pela SOBRAMFA).

O dia começava com a revisão dos pacientes segundo as descrições da enfermagem e do plantonista durante o período noturno. As “deposiciones” (evacuações) eram cuidadosamente checadas por ser o efeito colateral reversível mais comum devido o uso de opióides, além de ser um desconforto desnecessário para o paciente terminal.

A exploração física, bem como a investigação sobre o “sueño” e as queixas, era feita nos moldes da SOBRAMFA: com bom humor e muito carinho.

Hora do café…

Equipe cuidados paliativos - Espanha - Equipe cuidados paliativos - Espanha
Depois da reunião diária das 10h, onde se discutiam os pacientes mais instáveis, a mesma contiuava na cozinha com um gostoso café e algum doce ou queijo que uma das integrantes da equipe traziam pelos seus “cumpleaños” (aniversários) ou que algum familiar oferecia como agradecimento pelos cuidados dados ao paciente.

Lá as auxiliares, entre um café e outro, davam importantes informações sobre o paciente e muitas vezes isso redirecionava a conduta como o caso da M que não tinha criado vínculo com o médico e só falava de suas dores para uma auxiliar.

Em Cuidados Paliativos se lida com a tristeza e o desespero em sua forma mais crua e desprotegida. Não era raro eu engolir o choro durante o dia para, no meu quarto à noite, descarregar as emoções contidas. Sim, chorava… e muito! Mas não sempre. A risada do dia nem sempre dava conta do recado, até porque eu demorei 1 mês e meio para entender as piadas em español… (imaginem só!)

Conclusão
Acho que, no final, a especialidade de Cuidados Paliativos se foca no que realmente importa: o cuidado puro ao paciente, arte imprescindível na nossa prática! Acho que não há médico melhor para fazer esse trabalho do que o Médico de Família porque, no meu conhecimento sobre médicos, não há especialidade mais completa que prepare o profissional para a responsabilidade de estar com o paciente e confortá-lo até seus últimos dias, muitas vezes os mais difíceis.

Um brinde à Medicina de Família! Um brinde à boa e velha Medicina de Excelência!!!

Estudantes Marcelo Levites em 03 Abr 2008

Encontro para aspirantes a médicos

A Sociedade Brasileira de Medicina de Família convida vestibulandos e estudantes para uma reflexão sobre o atual papel do médico e a humanização da Medicina

Pensar em uma medicina que respeita o paciente enquanto ser humano e o valoriza em razão da dignidade que lhe é intrínseca é a proposta para este sábado (5), do diretor científico da Sociedade Brasileira de Medicina de Família (SOBRAMFA), Dr. Pablo Gonzalez Blasco a aspirantes a médicos.

Na palestra “O que é ser um bom médico?” o Dr. Marcelo Levites também pretende instigar os alunos a refletirem sobre a profissão. “Por quê na faculdade de medicina nenhum professor e nenhuma matéria aborda, discute ou ensina como trabalhar em equipe ou como desenvolver habilidades criativas?”, indaga o profissional.

Promovido pela Associação Paulista de Medicina (APM), o evento pretende despertar nos estudantes a aspiração pura a ser médico. A ética, reivindicação muito atual também será abordada no encontro.


Veja os videos da Palestra


































Estudantes Administrador em 14 Mar 2008

Características do médico de família

Ser compromissado com a medicina de família e seus pacientes;
Estar atualizado no contexto em que vive seu paciente, métodos diagnósticos e terapêuticos;

Ouvir atentamente todas as queixas, desabafos, solicitações e qualquer outras informações dadas pelo
paciente, seus familiares e cuidadores;

mf2 1 2 3 4 5 6 7 - mf2 1 2 3 4 5 6 7

Estar bem treinado e com boas técnicas de procedimentos que podem ser feitos em ambiente domiciliar se necessário;

Ter sensibilidade para “ouvir” as entre linhas no cuidado paliativo;

Sempre colocar o desejo do paciente como prioridade nos cuidados paliativos;
Pontualidade;

Atuar de maneira tal que seja atendido o príncipio do SUS em tratar os desiguais com desigualdade;

Procurar estabelecer, fortificar e manter vínculo com o paciente, seus famíliares e cuidadores;
Manter contato e respeito com outros profissionais da equipe multidisciplinar que atendem o paciente;

dedicar-se a acompanhar os pacintes para que não fiquem no P.S. desnecessariamente e nem sejam internados sem que haja indicação correta para tal;

Manter-se atualizado nos conhecimentos ciêntificos;

Prescrever com atenção para não comenter erros que comprometam a aquisição da medicação;

Ter bom relacionamento com os funcionários da instituição onde atua;

Valorizar também sua individualidade e vida particular;

Estas são lições que aprendi em dez dias atuando ativamente com a equipe da Sobramfa e que com certeza colocarei em prática no dia-a-dia na minha carreira médica.

lurdinha med - lurdinha med
Posso afirmar que este estágio é uma forma de capacitação que todo futuro médico deveria participar e o modelo médico a ser seguido visto que, ao acompanhar as consultas, visitas domiciliares, marca-paso ciêntifico, fazer e ouvir narrativas abrem a visão para a análise critica a respeito da profissão médica e para que tipo de médico queremos ser.

Aprendemos a ser o médico pelo qual as pessoas querem ser atendidas e o médico que gostariamos que nos atendesse.

Portanto faço meus agradecimentos (e da Well acredito que também) por todo conhecimento transmitido, a receptividade, amizade, profissionalismo etc. dada por nossos preceptores e toda equipe da SOBRAMFA durante essa curta porém muito proveitosa estadia dessas duas ligantes da Liga Amazonense de medicina de família.

Em especial, faço meu agradecimento a Dra. Adriana, Dra. Dora, Dr. Cauê, Dra. Graziela, Dr. Marcelo, Dra. Rokia e Dra. Thais,pessoas com as quais tive o previlégio de acompanhar durante as duas semanas que estive envolvida nas suas atividades médicas.
Até a próxima e viva a medicina de família!!

Humanismo & MF no Mundo Marcelo Levites em 22 Fev 2008

SOBRAMFA em WONCA EUROPE, Paris, 2007

A SOBRAMFA – Sociedade Brasileira de Medicina de Família, teve importante participação no Congresso Europeu de Medicina de Família, 2007, a WONCA Europe Conference, que teve lugar em Paris, de 17 a 20 de Outubro de 2007.
Após a chegada, os quatro representantes da SOBRAMFA – Dra. Graziela Moreto, Dra. Maria Auxiliadora C. De Benedetto, Dr. Marcelo Levites e Dr. Pablo G. Blasco – reconheceram o terreno em Paris, procurando uma rápida integração com a cultura local, com o objetivo de otimizar as exposições dos trabalhos selecionados e, assim, introduzir adequadamente o trabalho que a sociedade vem realizando no Brasil aos colegas europeus. A promoção da educação médica em todos os setores, com ênfase nos estudantes de medicina, e com particular foco na formação dos médicos de família, tem sido a missão desempenhada pela SOBRAMFA nos últimos quinze anos. Convém lembrar que a SOBRAMFA submeteu seis trabalhos ao Congresso, tendo sido todos eles aceitos. Foram três apresentações orais, dois pôsteres e o já conhecido e sempre aguardado workshop de cinema.

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No dia 18, quinta feira, aconteceram as primeiras apresentações da SOBRAMFA. A Dra. Maria Auxiliadora C De Benedetto, logo de manhã, expôs em sessão oral o trabalho “THE BENEFITS OF INCLUDING NARRATIVE-BASED MEDICINE IN A DIDACTIC PRIMARY CARE SETTING”. A audiência mostrou-se muito interessada e comprovou-se, mais uma vez, que o impacto das histórias de vida – de pacientes, de médicos, de alunos e residentes – leva consigo um enorme potencial educacional, assim como mostra caminhos concretos para realizar a tão desejada humanização da medicina. Houve uma saudável interação entre os outros participantes na sessão, médicos provenientes de Espanha, Croácia, França. O destaque foi para uma ativa participação de médicos de família holandeses, os quais continuaram enriquecendo nossas demais apresentações.

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Um resumo dos principais conteúdos apresentados nesta sessão podem se encontrar em trabalhos recentemente publicados pela SOBRAMFA:
http://repositories.cdlib.org/clta/lta/vol2/iss1/art7
http://www.cfp.ca/cgi/reprint/53/8/1277

Talvez por esse interesse despertado na primeira apresentação da SOBRAMFA, a segunda, que teve lugar no mesmo dia duas horas depois, estava completamente repleta – mais de 70 pessoas sentadas na sala – além de muitas outras em pé ou até mesmo sentados no chão. Houve também quem quis entrar e não conseguiu, como depois comentaram alguns dos congressistas, incluídos professores e alunos da Polônia que já conhecem o trabalho de SOBRAMFA. A exposição foi um Workshop de 90 minutos, coordenado pelo Dr. Pablo González Blasco, com o tema “CINEMA AND MEDICAL EDUCATION: UNDERSTANDING PATIENTS, UNDERSTANDING OURSELVES. TRANSFORMING HEALTH CARE PROVIDERS” A participação do público foi envolvente, de novo com destaque para os holandeses, muito ativos e interessados no tema da Educação da Afetividade e, em particular, no uso do Cinema. A platéia contava também com a presença de franceses, lituanos, alemães, finlandeses, noruegueses, turcos, italianos. Destes últimos, alguns professores que tinham conhecido nosso trabalho em Firenze, no congresso WONCA 2006, provenientes de Trento, e uma professora que trabalha diretamente com o Dr. Giorgio Visentini, presidente daquele congresso na Itália, que também nos prestigiou. Foi marcante a presença do Prof. Manfred Maier, de Viena, Áustria, que conhece e prestigia o trabalho de SOBRAMFA e fez interessantes comentários sobre a apresentação, além de muitos elogios.

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O impacto da apresentação transcendeu o momento, as paredes da sala – muito pequena para a quantidade de público que estava interessada – e certamente espalhou-se entre outros congressistas. A Editora Radcliff, que publicou o livro Cinemaeducation (onde a SOBRAMFA colaborou com professores americanos, muitos deles membros da Society of Teachers of Family Medicine), vendeu todos os exemplares que lá tinha, mesmo os que tinha deixado em consignação em outro estabelecimento, e teve de improvisar uma lista para enviar pelo correio os pedidos. Na apresentação falou-se do livro e recomendou-se sua leitura visto ser a única publicação em inglês sobre o tema, pois os restantes livros da SOBRAMFA ainda não foram traduzidos do português. Há, de fato, interesse por parte da Editora em que seja discutida essa possível parceira com SOBRAMFA.

Muitos dos tópicos abordados no Workshop podem ser encontrados nos artigos publicados pela SOBRAMFA:
• em Inglês(http://www.stfm.org/fmhub/fm2006/February/Pablo94.pdf)
• em Português
( http://www.abem-educmed.org.br/rbem/pdf/volume_29_2/cinema_para_estudante.pdf)
• em Espanhol. (Medicina de Familia y Cine: un recurso humanístico para educar la afectividad. Aten Primaria 2005; 36 (10): 566-72.) http://www.sobramfa.com.br/pagina.php?p=artigos&a=13

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Ainda no dia 18, também foram colocados os pôsteres que mostram a atuação da SOBRAMFA em vários setores. O pôster RE-TRAINING SPECIALISTS IN FAMILY MEDICINE - THE BRAZILIAN EXPERIENCE trouxe o importante e difícil tema da educação dos médicos com experiência no novo paradigma da medicina de família.

O pôster FAMILY DOCTORS ACTING AND TEACHING IN PRIVATE PRACTICE: SUCCESSFUL BRAZILIAN EXPERIENCE foi especialmente contemplado, junto com alguns de outros paises, pois além de ser colocado como de costume, foi destinada a uma sessão especial onde foi apresentado. A apresentação e discussão correram por conta do Dr. Marcelo Levites que mostrou a importância de a medicina de família entrar no setor privado de serviço médico assistencial. A concorrência que naturalmente existe nesse setor, fomenta a contínua inovação e a busca de qualidade. Os assistentes concordaram que quando a fonte pagadora é única – e o serviço é monopólio – não há nem inovação nem, provavelmente, busca permanente de excelência. Estes temas, que também já foram publicados por SOBRAMFA em artigo em espanhol http://www.medigraphic.com/pdfs/medfam/amf-2006/amf061c.pdf,
são frutos de sua experiência profissional e estão em sintonia com as discussões mais modernas e avançadas para repensar a saúde desde um modelo de inovação e de gestão eficaz.

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Ao longo do Congresso, houve ocasião de retomar contato também com o Dr. Rogelio Altisent, Professor da Universidade de Zaragoza, conhecido experto internacional em Bioética. Foram comentadas novas possibilidades de colaboração mútua entre a SOBRAMFA e os projetos por ele gerenciados na área de Bioética e Educação Médica, o que de fato já tem acorrido nos últimos anos.

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A freqüência ao Congresso foi prejudicada por uma greve de enormes proporções que atingiu todo o transporte público de Paris – ônibus e metrô. Houve grandes dificuldades de locomoção pela cidade, com escassez de táxis e trânsito muito perturbado. Isto também causou perdas de vôos e conexões pelo tempo em excesso demorado para chegar até o aeroporto. Os hotéis em Paris, que também era a sede da final do Campeonato Mundial de Rugby, também estiveram superlotados nos dias do congresso.

O dia 20, tiveram lugar as últimas apresentações. A Dra, Graziela Moreto expôs em sessão oral o trabalho A COLLABORATIVE LEARNING EXPERIENCE IN PALLIATIVE CARE. Os participantes e apresentadores desta sessão tinham um foco predominantemente educacional. Novamente, médicos holandeses estiveram presentes, alguns deles trabalhando em Cuidados Paliativos. O recado dado por eles é claro: mesmo na Holanda, onde a Eutanásia é aprovada, esta nunca é requerida pelo paciente quando se praticam cuidados paliativos com competência e com foco no paciente. O artigo – Rotación de médicos residentes de Medicina Familiar por el servicio de cuidados paliativos de São
Paulo, Brasil – resume os principais tópicos apresentados nesta comunicação e acaba de ser publicado em espanhol, podendo ser acessado em:
http://www.sobramfa.com.br/pagina.php?p=artigos&a=19

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O grupo da SOBRAMFA despediu-se da WONCA Europe Conference com a sessão oral em que Maria Auxiliadora apresentou THE BENEFITS OF INCLUDING A PRIMARY CARE AMBULATORY IN A PREDOMINANTLY SECONDARY CARE SETTING, trabalho focado no projeto que a SOBRAMFA desenvolveu no Setor Público de Saúde em São Paulo, no Hospital Heliópolis, já documentado e publicado em artigo em espanhol http://www.medigraphic.com/pdfs/medfam/amf-2006/amf061b.pdf

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A diversificada atuação da SOBRAMFA na WONCA Europe Conference 2007 é apenas um reflexo do que a organização vem realizando nos campos da prática e ensino da Medicina de Família no Brasil. Assim, convidamos aos leitores que continuem prestigiando a SOBRAMFA através da participação nas atividades educacionais por ela desenvolvidas – congressos, jornadas, reuniões mensais na APM (Associação Paulista de Medicina) e cursos e da leitura das dezenas dos publicados especialmente em revistas internacionais. Contamos com a ajuda de todos para a consolidação das bases das Medicina de Família no Brasil, para que a mesma seja realmente reconhecida como uma especialidade acadêmica portadora de um corpo próprio de conhecimentos, que é o que ocorre há várias décadas em países da Europa, no Canadá e nos EUA.
Os referidos trabalhos e a programação científica encontam-se em: http://www.sobramfa.com.br .

Estudantes & MF no Mundo Marcelo Levites em 15 Fev 2008

Trabalho criativo em equipe e ensino de liderança

Porquê na faculdade de medicina nenhum professor e nenhuma matéria aborda, discute ou ensina como trabalhar em equipe, como desenvolver habilidades criativas ou como assumir um papel de líder.
Um dos bons professores de Medicina de Famíla que conheço, um caubói do Tenesse, professor Rodney, usa a seguinte frase antes do seu capítulo de procedimento cirurgico para o Médico de Família em um livro chamado Texbook of Family Medicine:editor Robert Rakel:

“Um ser humano deve ser capaz de trocar uma fralda, abater um porco, guiar uma embarcação, planejar uma construção, escrever um soneto, controlar contas, levantar uma parede, consertar um osso, confortar quem está morrendo, obedecer ordens, dar ordens, cooperar, trabalhar sozinho, resolver equações, analisar um problema novo, usar um computador, preparar uma refeição saborosa, lutar bravamente e morrer com elegância. Especialização é para insetos.”

R Heinlein

MF no Mundo Marcelo Levites em 04 Jan 2008

O Que É, O Que É ?

Minha percepção após 3 meses na Europa é que, apesar de eles serem muito intelectualizados e socialmente corretos, são muito céticos.Acreditam em poucas coisas e tem dificuldade de serem alegres.
Por isso a música O que é o que é ? do Gonzaghinha não saíu da minha cabeça!
Por que não ficar com a resposta das crianças: A vida é bonita , é bonita é bonita!

O Que É, O Que É ?
Gonzaguinha

Eu fico
Com a pureza
Da resposta das crianças
É a vida, é bonita
E é bonita…

Viver!
E não ter a vergonha
De ser feliz
Cantar e cantar e cantar
A beleza de ser
Um eterno aprendiz…

Ah meu Deus!
Eu sei, eu sei
Que a vida devia ser
Bem melhor e será
Mas isso não impede
Que eu repita
É bonita, é bonita
E é bonita…

Viver!
E não ter a vergonha
De ser feliz
Cantar e cantar e cantar
A beleza de ser
Um eterno aprendiz…

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Narrativas Dora em 20 Dez 2007

MEDICINA ATRAVÉS DE NARRATIVAS II/II

Na década de 80 desenvolveu-se, na Austrália e Nova Zelândia, uma técnica de psicoterapia denominada “Narrative Therapy”, cuja base é ouvir, com atenção e empatia, às histórias dos pacientes.

Ao prestar atenção às histórias dos pacientes, não apenas ao que é comunicada em linguagem verbal, mas também ao que é transmitido subliminarmente, o profissional de saúde ajudo-os a organizar o caos gerado pela doença e dor física ou emocional e a encontrar, dentro de si, soluções que não conseguiam enxergar quando se sentiam totalmente sós e imersos em um mar de problemas.
Médicos que valorizam a importância do cultivo de um bom relacionamento médico-paciente, certamente, têm aplicado, desde sempre, ainda que de forma intuitiva, elementos dessa técnica.

Quando iniciam o curso de Medicina, os estudantes também sabem que ouvir os pacientes é ou deveria ser muito importante. E, se inicialmente se decepcionam quando, por um motivo ou outro, são impedidos de fazer isso, acabam por esquecer esse conhecimento intuitivo conforme vão avançando na busca do aprendizado técnico. Por outro lado, não se pode exigir que os médicos em geral tenham familiaridade com técnicas de psicoterapia. A questão é que quando pacientes encontram médicos dispostos a ouvi-los com atenção e empatia facilmente começam a contar histórias – histórias de suas vidas e sofrimentos, histórias relacionadas a seus sistemas de crenças e histórias que decodificam seus paradigmas. E o que fazer com essas histórias, muitas das quais, aparentemente, nada têm a ver com suas histórias clínicas?

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Humanismo & MF no Mundo Marcelo Levites em 16 Dez 2007

Reflexões iniciais

Adaptar cientificamente a formação dos médicos para lidar com o contexto de atenção primária é um diletantismo gratuito? A conjunção de esforços para educação médica realmente caminhar junto às necessidades das pessoas e das fontes pagadoras da saúde é um sonho improvável?

Proporcionar saúde para todos é uma conquista em muitos países e um desejo para os que não tem. Desde as correntes políticas sociais democratas até os liberais tem o lema Health for All incluído em suas bandeiras políticas de uma maneira ou outra. Os sociais democratas através de um estado integralmente participativo e protetor assim como os liberais através de uma competição livre que possa gerar um maior valor agregado na saúde tanto para os mais ricos como para os mais pobres .
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Narrativas Dora em 03 Dez 2007

MEDICINA ATRAVÉS DE NARRATIVAS I/II

Os seres humanos primitivos tiveram de se organizar em grupos para sobreviverem em um ambiente hostil. A proximidade resultou em uma necessidade de comunicação e, ainda hoje, ficamos a imaginar quão fascinante deve ter sido o processo de criação da linguagem oral. Metáforas, concebidas para explicar o inexplicável e misterioso, foram se incorporando em histórias que eram contadas ao redor das fogueiras. E assim, a identidade de cada povo tem sido transmitida de geração à geração. As histórias mantêm viva a memória do ser humano e dos povos e atribuem sentido e significado a cada ocorrência da vida.
Contar histórias é uma tendência fortemente arraigada ao âmago do ser humano. Antropólogos consideram os seres humanos contadores de histórias. Higino Marin Pedreño, em sua obra “De Domínio Público” (1997), define os seres humanos como bípedes com mãos que contam histórias. O autor afirma: “Na vida como nos contos ‘As Mil e Uma Noites’ para se seguir vivo cada dia, se há de saldar com um conto.” As histórias permitem que o caos se transforme em ordem e através delas os seres humanos, além de recordar, podem re-escrever suas vidas.
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Narrativas Dora em 10 Nov 2007

Reflexões acerca de um bolo de cenoura

Seria um bolo de cenoura com cobertura de chocolate capaz de despertar reflexões?

As palavras com que Neide (nome fictício) iniciou a consulta médica poderiam até ser consideradas banais, uma vez que descreviam uma cena corriqueira – “doutores, preparei este bolo de cenoura com cobertura de chocolate especialmente para vocês”. E, após essa introdução, foi logo nos ofertando pequenos pacotes envoltos em papel-alumínio.

No entanto, o contexto existente por trás daquela cena e os sentimentos então em nós despertados fizeram-nos ter a certeza de que, mesmo que vivêssemos por mil anos, jamais esqueceríamos aquelas palavras.

Neide era uma senhora pequena de setenta anos de idade que, segundo a filha que a cercava de cuidados e carinho, havia sido muito vaidosa. Nós a acompanhávamos, em consultas quinzenais, em um Ambulatório Didático de Cuidados Paliativos destinado ao treinamento de residentes de Medicina de
Família e estudantes de Medicina, os quais atuavam sob a supervisão de médicos de família. Havia sido encaminhada através de uma carta que continha nossa velha e conhecida frase – “encaminho a senhora Neide que se encontra fora de possibilidades terapêuticas e necessita acompanhamento para controle de sintomas decorrentes de tumor de laringe avançado”.

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MF no Mundo Marcelo Levites em 09 Nov 2007

Celebrando as pessoas que fazem a MF no Mundo

Para iniciar a seção da “Medicina de Família no Mundo”, escrevo, desde Madrid, na Espanha, para falar da satisfação de encontrar pelo mundo a fora pessoas maravilhosas, que fazem a boa Medicina, que gostam de cuidar, educar e ter contato com outras culturas ao mesmo tempo mantendo um orgulho pela sua própria! Verdadeiros líderes do cotidiano que fazem acontecer no Brasil, EUA, Espanha, México, Austrália and so on…

Como diz o ditado “Deus os cria e eles se juntam!”

Começamos esta nova seção celebrando as boas pessoas “around the world” e suas as boas ações! Somos muitos!
Vamos celebrar o bom, o belo!
Um abraço a todos!

Humanismo Administrador em 07 Nov 2007

A Medicina de Família: um Caminho para humanizar a Medicina

O Humanismo volta a estar na moda, ou pelo menos na boca de muitos. E se os que falam estão de algum modo congregados na área da assistência à saúde, o comum denominador das queixas, e dos desejos de melhora, acaba sendo a humanização, quer dizer, a falta da mesma. Reclama-se maior humanização na saúde, na medicina. Uma reclamação que se assemelha ao desejo imperioso de respirar ar puro após estar encerrado num ambiente enrarecido. Ou como a curiosa sensação, metade dor, metade vazio, com que o estômago clama por alimento. Algo semelhante ao que dizia o filósofo Ortega y Gasset, referindo-se à invocação pela ética ausente, que é outra reivindicação atual: é como a dor que sente o membro fantasma, aquele que foi amputado e não existe mais. Reclamação e desejo comum, de algo que falta sem se saber exatamente o que é, ou como se adquire. São sinais do nosso tempo, órfão de conceitos, saturado de emoções difusas, parestésicas, de difícil localização. Sente-se a ausência de algo, não se sabe exatamente o que falta, e muito menos se conhece o caminho que nos pode levar a sarar essa deficiência. Por isso, se pretendemos aprofundar no tema, não teremos mais remédio que iniciar-nos numa série de reflexões, aparentemente simples, mas de vital importância para delimitar o tema de que estamos falando.

Devemos nos perguntar, em primeiro lugar, o que é seja humanismo, e qual a relação que, nós médicos, temos com semelhante conceito. A seguir, se de verdade comprovamos que o humanismo é necessário para o bom andamento da medicina, teríamos que nos interrogar sobre como isto se encaixa dentro do nosso universo; em outras palavras, o que teria de ser humanizado, ou pelo menos, reconstruído e repensado desde a perspectiva do humanismo. Finalmente, qual o papel que a Medicina de Família tem em todo este processo de humanização.

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Estudantes Elvis Fernandes em 05 Jul 2007

SOBRAMFA dá palestra na FMJ

palestra fmj - palestra fmj

Excelente palestra com professor Dr. Pablo Blasco e o Prof. Marco Aurélio Janaudis, ex-aluno da faculdade FMJ.

A SOBRAMFA agradece a presença dos professores e alunos, especialmente ao Rafael Tavares Salles do segundo ano, que organizou um encontro de primeira qualidade!

Professor Marco de volta a Jundiaí … será? Imagino que Jundiaí mereça esta oportunidade!

Sem Categoria Raphael Russo em 24 Mai 2007

Participação em congresso acadêmico

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No dia 17 de maio, o diretor científico da SOBRAMFA, Dr. Pablo G. Blasco participou do XXV COMAS - Congresso Médico Acadêmico de Santos.
Convidado pela comissão organizadora de alunos da Faculdade de Ciências Médicas de Santos – Fundação Lusíada , o médico apresentou uma palestra sobre um novo humanismo na medicina.
Cerca de 70 estudantes de 1º ao 6º ano acompanharam atentamente a apresentação e ao final assistiram a algumas cenas de filmes, que resumiu toda a idéia proposta.

Leia a seguir o comentário, enviado por email, de uma aluna que esteve na palestra:

“Meu nome é Mariana, sou acadêmica do segundo ano de medicina da FCMS. Eu
assisti a palestra do Dr. Pablo no COMAS e estou enviando este e-mail para
elogiar a palestra. Acho que todo candidato a médico deveria ouvir o que o
Dr. Pablo tem a dizer, e digo isso pois a reflexão sobre “ser médico” causou
um tumulto em mim. Mais do que nunca eu desejo exercer a medicina na sua
mais pura forma. Não vou “esquecer os ensinamentos da minha mãe” quando
estiver diante de um paciente. Tenho certeza que o objetivo do Dr. Pablo foi
atingido na grande maioria das pessoas que estavam presentes, e aqueles que
não estavam se interessaram muito pelo assunto ao ouvir a opinião dos
colegas. Espero revê-los no Congresso!

Obrigada pela atenção.”

Estudantes Raphael Russo em 16 Jan 2007

SOBRAMFA realizou primeiro estágio MF2 de 2007

mf2 2007 1 - mf2 2007 1

A SOBRAMFA realizou mais um estágio MF2, na semana de 8 a 12 de janeiro de 2007.
Iara, Fernanda e Amanda, estudantes do 3º e 4º ano de medicina acompanharam um médico, professor da SOBRAMFA, no dia-a-dia da profissão.

Os estágios em Medicina de Família oferecidos pela SOBRAMFA são dirigidos aos estudantes de medicina que tiverem interesse em vivenciar esta especialidade de perto com acompanhamento do corpo docente da SOBRAMFA. É um estágio prático no qual o estudante acompanha um médico, professor da SOBRAMFA, em visitas domiciliares e ambulatórios, vivendo na prática a Medicina de Família.

Para conhecer todo estágio MF2, clique aqui.

Sem Categoria & Geral Flavio em 28 Jul 2006

Medicina de Família na TV

Olá Pessoal!

A TV Cultura está apresentando de segunda a sexta feira o “Bom dia Saúde”, que vai ao ar às 7h30. Na segunda o programa aborda o tema Médico de Família.

Para ver o site do programa click aquí

Geral Marcelo Levites em 26 Jul 2006

Mercado de trabalho para o Médico de Família

Em um comentário sobre o artigo “Como podemos ajudá-lo?”, a Danielle Casanova escreveu:

(…) como está o mercado de trabalho para o Médico de família???
Pergunto isso com sinceridade em meu coração, visto q já sairei da faculdade com dívidas do Fies para pagar!!!
Pergunto isso sabendo q o profissional bom, será bem reconhecido em qualquer coisa q fizer e que temos que pensar sempre na união do útil ao agradável.
Sem contar que a faculdade não nos prepara para o mercado de trabalho. (…)

Prezada Danielle

Você sabe como está o mercado de trabalho para o médico atualmente? É, não está fácil para ninguém!

A escolha de uma especialidade não é garantia financeira. A escolha do que você vai fazer para o resto da vida deve considerar o que você gosta.
Ganhar dinheiro e estar preparada ”para o mercado” depende muito da sua competência e oportunidades. Existem médicos de todas as especialidades com diferentes perfis, diferentes contextos e diferentes outcomes financeiros!
A residência da SOBRAMFA (Programa FITNESS) prepara nosso residente para esta realidade, sempre levando em conta a vontade do estudante ser um bom médico, professor and so on …

Boa sorte e obrigado por compartilhar suas dúvidas conosco. Espero ter conseguido te ajudar!

Marcelo Levites - Médico de Família feliz com a vida, diretor da SOBRAMFA e coordenador do Programa FITNESS

Geral & Congressos Elvis Fernandes em 18 Jul 2006

Construindo projetos concretos

Quem foi ao X Congresso foi estimulado a propor algo concreto a ser feito pelo futuro da Medicina de Família na região onde mora. Essa iniciativa foi tomada com o intuito de não esquecer todos os planos quando a segunda-feira chegasse. E vimos muitos projetos para o Amazonas, Paraná e até para Israel, entre outros lugares do Brasil!

Muitas pessoas tiveram idéias a partir da pergunta que receberam em seus quartos. Como não tive tempo de responder a minha no Congresso, aproveito para responder aqui:

A pergunta que recebi foi: “O que você pode fazer em um mundo tão confuso?”

A minha resposta é: “Empenhar-me ao máximo no desempenho da minha função: prover soluções em TI (Tecnologia da Informação), organizando e disponibilizando todo o tipo de informação a qualquer um que se relacione com a SOBRAMFA”.

Parece pouco? Pode ser que sim. Minha contribuição pode ser como uma gota em um oceano; mas lembre-se que o oceano é feito de inúmeras gotas!

Quer algo concreto? o Blog! Já é um começo. Certamente outros projetos vêm por aí, com o objetivo de tornar o mundo da Informação menos confuso. É só uma questão de tempo.

E então, qual o teu projeto? Responda os 4 itens abaixo para o e-mail construindo@sobramfa.com.br. Em breve, ele será publicado em um artigo no nosso Blog com os comentários do pessoal aqui da SOBRAMFA.

- Título do projeto:
- Objetivo:
- Primeiros Passos: Que ações você julga serem necessárias para se iniciar o projeto?
- Vacine-se! Quais dificuldades são inicialmente esperadas? Que cuidados devem ser tomados para eliminá-las ou minimizá-las?

Aguardamos o teu projeto!

Cinema & Congressos Flavio em 17 Jul 2006

Liderança

Na palestra apresentada pelo Dr. Pablo, no X Congresso, a cena do filme The Patriot (O Patriota) mostra que as adversidades podem ser o berço para o surgimento de lideres, aquele que motiva, aquele que possui um equilíbrio entre entusiasmo e reflexão, por vezes nos encontramos diante das adversidades e quem sabe agora podemos encará-las como ferramentas para o nosso alto desenvolvimento.

E para você, quais as cenas apresentadas na abertura do congresso que mais marcaram?

Abertura - Dr. Pablo - Abertura do Congresso, com empolgante apresentação do Dr. Pablo usando cinema

Congressos Elvis Fernandes em 13 Jul 2006

Como podemos ajudá-lo ?

X Congresso

Particularmente, eu achei que o X Congresso foi o máximo! Até mesmo eu que sou da área de TI aprendi muita coisa.

Ficou muito clara a idéia de “Construir o futuro” da Medicina de Família, que foi o tema principal do Congresso.

Lá definimos (sim, eu ajudei, assim como você!), ou tentamos definir, o que é Medicina de Família. E depois disso, desenvolvemos vários conceitos sobre o Médico de Família, entre eles Liderança (com o “Smoke Jumper” do Dr. Marco), técnicas de entrevista médica (com a animadíssima simulação liderada pela Dra. Adriana) entre outros. E no final, cada um se comprometeu em fazer algo concreto pelo futuro da MF.

E para concluir, o Dr. Pablo colocou uma frase que situou a SOBRAMFA nessa construção do futuro da MF: É preciso que os estudantes digam como a SOBRAMFA pode auxiliá-los a construir a Medicina de Família onde vivem”.

Não importa se você foi ou não ao congresso. Responda: Como podemos ajudá-lo ? Comente!

Um abraço!

Elvis

Geral Raphael Russo em 12 Jul 2006

Sejam Bem Vindos!

Olá pessoal,

Para abrir o BLOG SOBRAMFA gostaríamos de agradecer a presença de cada um no 10º Congresso Acadêmico e Internacional de Medicina de Família.

Todas as discussões levantadas naquele evento terão continuidade neste espaço.

Foi no congresso que nasceu a idéia de criar este BLOG para manter o contato entre os participantes – que são de diferentes lugares do Brasil – e não deixar apagar a chama que foi acesa em cada um dos estudantes e médicos que lá estiveram.

Poderemos, aqui, levantar temas diversos referentes à medicina de família, trocar idéias e experiências do dia-a-dia de cada um, além de partilhar nossas dificuldades, buscando soluções em conjunto.

Começaremos disponibilizando fotos do evento e gostaríamos que todos pudessem falar um pouco da sua impressão do 10º Congresso. COMENTEM! COMENTEM!

Lembrem-se: Essa será uma das ferramentas para cumprirmos com o tema do congresso que é “Celebrando uma década, construindo o futuro”. Mais do que celebrar uma década, a intenção é construir o futuro!